Poeminha do medievo


Há em meu coração distintas sacadas.

Delas, estendem-se galerias

Contendo imagens tresloucadas

De menestréis despidos de alegria.


Com mãos trêmulas traçam acordes em um instrumento

Consumido pelo desejo daquelas que balançam os quadris

Sem se incomodar com julgamentos vis

Sem se perturbar com andanças do tempo.


Regressam à sacada atormentados acordes.

Migram para cá trazendo os fragmentos ensurdecidos

De meus fatigados dedos, sílabas trágicas abortadas,

Enamoradas das sonatas tombadas nas vielas públicas.


Aqui, da sacada, vão-se versos ao vento.

Vão errantes pelo oportuno outono

E certamente sangrarão em alguma província

Vidas famintas de metaforizados sentimentos.


1 sorveram o néctar:

Isabelle Rabelo disse...

Preciso conversar com este por mais tempo... como quem desenha os detalhes por ti fornecidos.