Vaidade


vem idade

viril idade

idade vil

vã idade

invade

idade vai

se esvai

vaidade




"Reprodução Proibida", Renè Magritte, 1937.


19 sorveram o néctar:

Eu® disse...

Belo texto!
E a idade se vai mesmo...

Ariane Rodrigues disse...

Eu, a vaidade também! Bjos :)

Xana disse...

que chegue a idade,e não se vá a viril idade nem a vaidade. rsrsrsrsrs
beijinhos

nina disse...

Vai idade!
Adeus vaidade!
Mas Idade...
Rima com qualidade
E intimidade
Ou oportunidade :)
Beijos

J.F. de Souza disse...

vai tarde

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Ariane, minha qrida! =D

Muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito dahora o jogo de palavras! Adorei! Excelente!!! =D

=*

Mary disse...

perfeito! :)

Paula disse...

Passei para avisar que tem um prémio no meu blogue.

;)

Ariane Rodrigues disse...

Xana e Nina, queridas! Obrigada por deixarem também as suas poesias! Beijos!

Ariane Rodrigues disse...

Olá JF! Me lembrou os últimos versinhos do Chico que dizem: "...eu bato o portão sem fazer alarde, eu levo a carteira de identidade, uma saideira, muita saudade e a leve impressão de que já vou tarde." Bjos!

Ariane Rodrigues disse...

Obrigada Mary! Beijos!

Ariane Rodrigues disse...

Obrigada Paula por atribuir ao Mariposando seu primeiro prêmio! Beijos!

Gabriel disse...

Gostei da genealidade da construção, seria uma espécie de aliteração? =]

http://www.devaneios-irreais.blogspot.com/

Ariane Rodrigues disse...

Olá, Gabriel!!! Seja bem-vindo!

Sim, são aliteração e assonância, respectivamente, repetição de sons consonantais e vocálicos...

Obrigado! Abraço!

Flávia Jorge disse...

como é bom ler esses trocadilhos com tanto sentido... e a idade chega mesmo... só vai, nao vem mais... rs

bjao de terça

Ariane Rodrigues disse...

Sim, Flávia! O que tá tocando no radinho? Vou lá ver...Outro beijo!

Priscilla Valdragon disse...

amei ^^

Ariane Rodrigues disse...

Olá Priscilla! Obrigada! O blog tá de asas abertas para seu próximo pouso... Abraço!

Raskólhnikov disse...

éh!

posso arredar uma cadeira e me abancar por aqui? prometo que fico quieto, ali, no cantinho escuro. só quero observar o tempo passar e o desabrochar dos botões. sabe?, preciso ver o raiar desvirginar a escuridão e as primeiras pétalas de poesia fluir. quero sentir o perfume evaporar do caule, tão delicado e coleciona(dor) de espinhos.

invade idade,
transforma o delírio da mocidade
em gotas de serenidade
que banham sem pudor
o corpo nú dessa mulher de hoje
que outrora era só
e apenas vaidade.

sua poesia é linda.

Amáveis considerações,
Raskólhnikov

Ariane Rodrigues disse...

Raskólnikov!

não deixe o canto escuro
por trás do muro

dele provém a beleza
e muitas vezes a nobreza

de quem esconde oculto
o raiar de um novo mundo

Obrigado sempre!
Abraços que voam!