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Ariane



quando estiveres insone
quando pensares nas regras e ditames
chame por meu nome


quando estiveres perdido e errante
se não houver quem o ame
apenas chame o meu nome


quando a dor for bastante
ou a alegria constante
não hesite, me chame


e se eu estiver distante
e mesmo que tuas mãos não me alcancem
teus olhos não me encontrem
e tudo te abandone
chame o meu nome


nem que seja por um instante
ou doravante
Ariane, Ariane ...


"The Milkmaid", Vermeer, 1560.

casulo



esse muro grande
entre nós
é mudo

essa glande
esse algoz
é escudo

que frustrante
estamos sós
num casulo


"The Astronomer", Vermeer, 1668.

Caixa de entrada



o que um dizia o outro não entendia


era sem ritmo a poesia



encontros vocálicos perdidos

num texto intraduzível



era um fio rompido

2 e meios não lidos






"Lady writing a letter with her maid", Vermeer, 1670.