*O trem


o trem

vem vindo vem

nessa férrea linha ad finem

sem ninguém, sem ninguém

repetindo seu réquiem

para um bem

que já não tem, que já não tem...





"Muchacha con girasoles", Diego Rivera, ?
*Republicação

6 sorveram o néctar:

Renata de Aragão Lopes disse...

Sonoridade alcançada:
um trem
em movimento
sobre os versos! : )

Beijo, querida!

Eduardo Trindade disse...

O trem se presta a tantas belas imagens, não é mesmo? Nem poderia ser diferente, afinal estamos sempre em movimento, seja com o corpo, seja com o pensamento...
Teu poema lembra muito o do Bandeira, "Café com pão". E ambos me lembram, por que será, Minas Gerais...
Abraços!

Geraldo Soares disse...

Por que trens as vezes nos remetem as flores?
http://abimedesoiseaux.blogspot.com/2009/06/opio.html

Wesley Viana disse...

Oi, andei um pouco sumido porque estava sem acesso à INFERNET, mas já sou viciado em seus poemas e não podia perder a chance de embarcar nesse trenzinho.

Roberio Melo disse...

É sempre muito bom passar por aqui e ver poesias tão boas, algumas vezes em nossas vidas andamos sozinhos como se fosse de uma estação a outra, e o que é a vida senão uma viagem nessa linha cheia de paradas e passageiros que entram e saem.

bjs

Marcelo Novaes disse...

Eu ouvi o ritmo:
locomotiva a
vapor.







Beijos,









Marcelo.