*Náufrago



Lancei-me ao mar na busca vã de te encontrar

Não sabia mais como esperar ver-te ao porto chegar

Nesse maritmo trôpego de ondas tamanhas

Sofri no frêmito balanço de tuas façanhas.


Entranhando-me no breu de meu ser louco, desencontrado e sôfrego

Resolvi voltar náufrago às docas, cambaleante e torto

A aguardar-te numa solidão desafinada e rouca com esperança pouca

De navegar outra vez nas águas de tua boca.




"Ulysses deriding Polyphemus", Willian Turner, 1829.
* Republicação

5 sorveram o néctar:

O Profeta disse...

...Às vezes uma intensa alucinação
Em que viajas pelo meu eu
Às vezes o mundo fica em espera
Da união do mar com o céu

Onde param os teus anseios
Onde encontras a sublime calma
Nestes dias de dura tormenta
Onde aqueces a tua alma?

Voa comigo...


Mágico beijo

Eduardo Trindade disse...

Eu acho o mar, e tudo o que se relaciona a ele, tão simbólico! E tuas palavras são, precisamente, muito bonitas.
Abraços!

Eduardo Trindade disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Scheer disse...

Percebo que amas o mar, e cada vez que escreve tenta achar palavras para descrever tudo que sentes por o desconhecido e azul mar.
Muito belo!
Parabéns!
Beijo

Renata de Aragão Lopes disse...

Não suportou o "maritmo"...
Gostei muito!

Um beijo,
doce de lira