perdoe essa criatura
de alma nua e crua
cuja poesia era tua
perdoe a envergadura
sob todos os tipos de luas
da minha pena humilde e absurda
... ... ... ... ... ... ... ...
e por fim
perdoe a ingenuidade
e a tenra vaidade
de que tecido encontrasses
em alguma extremidade
o fio de Ariadne
"Ariadne em Naxos", John Willian Waterhouse, 1898.
