Talvez quando se despirem os homens do saber
E as balas não saírem dos revólveres
Eu possa crescer.
Talvez quando cessem as barbáries dos que agonizam
No cárcere de si mesmos,
Talvez quando a simplicidade ocupe os vãos
E o sonho ambicionado não seja tolo
Quiçá eu sinta o aroma da maturidade
E abandone as amarras desta tenra idade.
Embora esgotada por veemência
Em carregar o fardo de Sísifo
Talvez eu não ame, não odeie, nem vá ao circo,
Talvez eu seja só gravura de adolescência.

