Mostrando postagens com marcador essência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador essência. Mostrar todas as postagens

o sineiro


ainda toca o sino
o órgão, no íntimo
é Quasímodo


"Hombre mirando pájaros", Rufino Tamayo, 1950.

Etc. e tal


ser


a tal


a mor


a mal


altar mor


amoral


a normal


amor e tal


a mortal




"Bandeirinhas", Alfredo Volpi, 1960.



Lápide


LAPIDE

O

POEMA?



"Group of a balcony", Goya, 1815.

A Essência é Ar (para quem voa)




São verbos de primeira conjugação:


SonhAr.

AmAr.

RespirAr.




"Mount Fuji and flowers", David Hockney, 1972.



* Quem desejar, pode outros verbos conjugar...

O que tenho




O que não tenho
senão os anéis no anular?
O que não tenho
senão os trapos a me indumentar?
O que não tenho
senão os sapatos a me civilizar?

_ O que eu tenho, de fato, é nuclear!




"Par de sapatos", Van Gogh, 1887.

Fantasma



Tenho saudades do que já não sou

Em mim só um espectro ficou

Uma sombra amorfa, ausente

Que paira no oco que restou


Não sei se havia alguma essência

Se algo em mim se consolidou

Se os espelhos refletiam-me em transparência

Ou se minha face o enganou


Sobrou-me o convívio com outros espíritos

Que vêm e vão à imensidão dos vãos

Almas dançantes sobre essa massa incorpórea

Aparição inútil e vão órgão.