
ainda toca o sino
o órgão, no íntimo
é Quasímodo
"Hombre mirando pájaros", Rufino Tamayo, 1950.
"o poeta é um fingidor..."
ser
a tal
a mor
a mal
altar mor
amoral
a normal
amor e tal
a mortal


Tenho saudades do que já não sou
Em mim só um espectro ficou
Uma sombra amorfa, ausente
Que paira no oco que restou
Não sei se havia alguma essência
Se algo em mim se consolidou
Se os espelhos refletiam-me em transparência
Ou se minha face o enganou
Sobrou-me o convívio com outros espíritos
Que vêm e vão à imensidão dos vãos
Almas dançantes sobre essa massa incorpórea
Aparição inútil e vão órgão.