floresce na mata
e precipita do céu
minha mãe é a natureza
"o poeta é um fingidor..."
menininho não cresça assim tão rápido
fito teus olhinhos de vidro
tenho um passo a frente, outro atrás
a vigiar os teus apressados e corridos
já atravessas a rua tranquilo
e fico a te pensar sozinho e duvido
meu cupido distraído
não tropeces no paralelepípedo
não esqueça o calçado
tem muito micróbio no piso
estás a fazer supermercado
eu ainda a te dar pirulitos
queria-te infante, comigo
mas sei que é errante teu destino
menininho, és meu gigante perdido
e sei, te vais, tornar-se-á mais pequenino
a tua cara
a cacatua
a criatura
a crua a ira
a dita dura
atua atura
a cara tua
caricatura
cria a cura
bor
bo
le
tas
por
dos
os
to
la
dos
com
su
as
fa
tas
ce
fa
zem
do
ven
to
um
Pi
so
cas